Eu quero ser ela.
Ela que é sua
E você que não sabe.
Você que é muito pouco
pra ela que é nada.
Nada que é tudo,
quando se perde as contas
Das vezes que se viu derrotada.
E eu acho que descobri o que falta.
Aquilo que eu tinha com ele
Mas que agora é nada.
Um nada que evanesce com calma,
A calma de quem não teme mais nada.
Porque o sol se apagou quando a lua morreu.
E não há ninguém dentro de ti,
Desde que ela te tirou de dentro dela.
Sem leões e sem sóis.
Agora sim, cem de mim
Que se percam em fim
Dentro dos outros caminhos bem mais sutis.
{...}