Eu li no meu horóscopo que novembro não era um mês para relacionamentos.
Um infortúnio. Então eu deixei tudo de lado e foquei em dezembro,
ai também pensei ter visto, até tentei duvidar,
porém acabei confirmando:
Não era um ano para relacionamentos.
Não foi um ano para muito se amar.
E não há grande coisa para outras amarras.
E o pouco que se fez, se perdeu naquela noite - aonde o pouco foi muito
e o resto era muito pouco
pra ser qualquer coisa.
E essa qualquer noite se tornou uma cena muito mal ensaiada, logo que qualquer ousadia em potencial se tornou um pedido formal.
E em meio a tamanha covardia, fiquei sem pescoço, sem palavrão, sem céu.
Mantive-me, pela primeira vez, presa involuntariamente ao chão.
E quando isso significa respirar então isso significa que eu quase nem chorei.
Mas tive que piscar e tive que sorrir pra casualidades.
"Sem o amor eu me senti mortal.
Pronta para morrer, pronto para matar."
Talvez seja assim que as guerras comecem, quando acaba o amor.
Porque te juro que a vida pareceu um campo de batalha.
Ai lembrei daquela música,
"I got a soul, but I'm not a soldier"
E deixa eu te perguntar uma coisa,
Você ainda consegue ficar bêbado como antes?
De qualquer forma, é impressionante não ter alguém que você espere te ligar.
Te contaria como tudo isso me faz sentir, se agora, ao invés de hora de sonhar, já não fosse hora de dormir.
Vem e me abraça que eu te embalo nestes tempos de mudanças, porque pra nossa discordância de tempo não há conserto, só sonhos mal feitos pra serem sonhados a dois num chuveiro.
Adiós.