Havia eu e ele na nossa cidade chuvosa, marcando tudo com nossa má vontade, mentindo sobre a nossa idade, beijando o mundo cheios de paixão. Sempre fomos muito mais que só aquela amizade, muito mais que só a cidade, éramos mentiras cheias de verdades, muitos poemas cheios da nossa vaidade.
E sempre houve uma cor especial que nos abraçava, um tom de constrangimento que enchia de graça o tom da nossa risada. Alta e grave, atingindo a urgência da nossa necessidade de felicidade, trazendo os olhos dele como sóis, trazendo os meus sós.
Eu e ele vivendo de um suspiro que restava, renascendo de todas as minhas lágrimas, vivendo em um abraço que não se acaba.
Meu amor por ele, a cereja no bolo, o calor de verão.
Para o meu eterno primeiro amor e melhor amigo,
para o Chuck.