Fevereiro 17, 2010

Eu te amo.

Nós tivemos outra daquelas conversas, terminamos tudo com as velhas risadas pelos velhos assuntos que me fizeram chorar, mas mesmo assim eu gosto de lembrar.
Havia eu e ele na nossa cidade chuvosa, marcando tudo com nossa má vontade, mentindo sobre a nossa idade, beijando o mundo cheios de paixão. Sempre fomos muito mais que só aquela amizade, muito mais que só a cidade, éramos mentiras cheias de verdades, muitos poemas cheios da nossa vaidade.
E sempre houve uma cor especial que nos abraçava, um tom de constrangimento que enchia de graça o tom da nossa risada. Alta e grave, atingindo a urgência da nossa necessidade de felicidade, trazendo os olhos dele como sóis, trazendo os meus sós.
Eu e ele vivendo de um suspiro que restava, renascendo de todas as minhas lágrimas, vivendo em um abraço que não se acaba.
Meu amor por ele, a cereja no bolo, o calor de verão.

Para o meu eterno primeiro amor e melhor amigo,
para o Chuck.

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