Se coubesse a Clarice me descrever, ela diria que eu sou o ovo.Cansada, desatenta e oprimida pela imensidão do centro da cidade, eu espero o ônibus.Invisível, você não me vê. Você apenas fuma seu cigarro e conversa com seu amigo. Objeto de minha obsessão efémera, você me ganha. Você que eu inventei e inventei porque só te vejo, eu, ovo, qualquer uma que você também não viu. Você que é só pele e trejeitos de um alguém que eu gostaria de conhecer.Teu cigarro acaba, o assunto acaba, meu ônibus não chega. Confesso que sei que não poderia ser pior. Então você se movimenta, o momento acabou, te vejo entrar em prédio, te sigo até onde as paredes permitem. E enquanto meu ônibus não chega eu te peço pra te perder no fim do dia, até menos. Uma graça de paixão.
Março 16, 2012
Paixão Urbana 1
Asssinado:
Fernanda Hauptmann
às
15:13
Dezembro 16, 2011
405
Asssinado:
Fernanda Hauptmann
às
23:29
Eu quero amar o jeito que você dá risada e te passar a mão pelos cabelos e te fitar os olhos para me apaixonar enquanto os milésimos de segundos que antecedem nosso beijo se transformam na eternidade que dura um amor de verão. Eu quero reparar em como os teus dentes são levemente desalinhados e em como os teus olhos ficam diferentes quando você sussurra. Eu quero mais do que você está disposto a dar e eu estou disposta a pagar o preço que for, pois eu quero amor. Amor sem fim, amor em fim, amor de você para mim enquanto nós dois estivermos a fim. Amor, por favor, porque qualquer outra coisa enjoa.
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